04 janeiro 2018

9 pequenas metas pro ano novo
























Dia desses passeando pelo Pinterest achei um pequeno "Guia de Metas", que é basicamente 9 decisões a serem tomadas no ano novo. Eu já tinha escrito minhas metas pra 2018, mas achei super interessante e vou pôr aqui, nesse mundo tão "de todo mundo", só pra me cobrar mais
a realizá-las. 


  • Um hábito ruim que eu vou quebrar: Procrastinação. 
  • Uma habilidade nova que eu vou aprender: Começar o inglês.
  • Uma pessoa na qual eu vou me inspirar: Ninguém especifico, mas me inspiro muito em pessoas que superam seus limites, nesse ano vou seguir essa linha.
  • Uma boa ação que eu vou fazer: Comprar algo que alguém precise/queira muito. (Eu amo fazer isso!)
  • Um lugar que eu vou visitar: Paço do Frevo. 
  • Um livro que eu vou ler: Cristianismo Puro e Simples. (Terminar, no caso)
  • Uma carta que eu vou escrever: Na verdade serão muitas, destinadas a pessoas que me ajudaram.
  • Uma comida nova que eu vou provar: Guacamole.
  • Um comportamento bom que eu vou adotar: Ler mais.
Quem sabe que em breve a realização dessas metas não se tornem posts por aqui?
Tô otimista, haha!
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01 janeiro 2018

A vida encontrada

“Se tentar se apegar à sua vida, a perderá. Mas, se abrir mão de sua vida por minha causa a encontrará.” 
Mateus 16:25


Desde o inicio da minha caminhada cristã a renuncia e a mensagem da cruz são coisas que me perseguem. Sempre pensei muito a respeito de perder a vida. Não morrer mesmo, sabe? Mas abrir mão de certas coisas por algo maior. A loucura reside quando nem ao menos sabemos que algo maior é esse. O céu parece algo totalmente distante, não dispomos de muitas informações a seu respeito. Sabemos das ruas de ouro, da árvore da vida, dos anjos e da gloriosa presença de Deus, o que nos motiva a buscarmos esse caminho, mas ainda assim muitas vezes é vago, ao menos pra mim parecia.

 Nesses últimos tempos tenho pensado se realmente vale a pena andar num caminho tão espinhoso, vendo o tempo correr pelas mãos sem desfrutar de sonhos, de desejos que fazem os olhos brilharem e a alma se agitar, de tanto que se quer. Será mesmo que vale a pena? Conheço tantas pessoas aparentemente tão bem sucedidas, espirituais, constantes que ignoram aquilo que é certo, que caminham assobiando pelo caminho largo, e porque não seguir esse caminho também, se ao fim, caminharemos felizes pro nosso lar?

Depois dos pensamentos, das viagens nas possibilidades, volto praquela mensagem que me atraiu lá no início, volto aos pés da cruz e vejo um Jesus tão santo e amoroso, tão abnegado e altruísta. Alguém que sentiu medo e que pediu ao Pai pra lhe conceder outra alternativa, mas que ao fim encarou a dor por amor a nós, por saber que a vontade de Deus era a mais certa e segura, a que talvez não lhe desse aquilo que o seu coração queria no momento mas que reservava algo maior, aquilo que eu não sei, mas que Ele sabia, ou saberia em breve.

Sendo cristã, sigo os passos daquele em que creio e não quero me apegar a essa vida, não quero gastar toda a minha energia pelas coisas daqui, pelo sucesso, status, sonhos desse mundo tão mal e passageiro. Quero o meu lar, quero encontrar minha vida lá. Quero puder me alegrar com aqueles que encontram o que desejam por aqui, e quero também realizar meus sonhos, conquistar, correr atrás e comer do bem dessa terra, mas em primeiro lugar desejo me doar, abrir mão, gastar tudo por causa dele.

Fecho os olhos e já imagino o dia em que os céus se romperão, em que Ele descerá brilhante como o sol do meio dia, enxugará as minhas insistentes lágrimas, me dará um novo nome e um corpo glorioso e ali, no date mais intenso de todos, os meus olhos verão a vida encontrada e tudo se converterá em nada, da dor terei amnésia, as faltas perderão significado e terá valido a pena, e por Ele sentirei que faria tudo de novo.

Ora vem Senhor Jesus...   

01 de janeiro de 2018, Carolina Santana.
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16 dezembro 2017

Não te vejo lá


Te vi mas não te reconheci. As marcas de expressão já não são as mesmas, os sinais do pescoço se apagaram, você consertou o sorriso e remodelou os defeitos e, ao fim, se distanciou de quem era pra mim.

A lembrança ficou viva, mas borrada, como um texto legível mas que a gente esconde porque revela a nossa falta de cuidado. Minhas memórias estão assim: vagas, impronunciáveis, imensas e vulgares.
Lembro e escondo o rosto, é obsceno trazer de volta. É passado demais, é pesado, nublado.

Infelizmente quebrei num ponto que nem a terapia me fez achar, que só um ano novo e essa chuva de novidades me dão a esperança de olvidar.

Desmanchei inteira e o conserto não é achar repostas, por isso desisti delas, também não é seguir rastros nem catar migalhas - já errei pra saber que a trilha é outra -, o conserto é olhar pra dentro com empatia, saber que não é errado ser, nem mudar, nem fincar por tanto tempo. É olhar pro alto e se vê no prumo, é não temer te olhar e não mais te ver porque a metamorfose pode ser muito linda também e são, muitas vezes, os percalços que nos desafiam e nos fazem vencedores.

Eu ainda vou achar graça do teu sorriso novo e um dia vou me acostumar com a ausência dos teus sinais, vou olhar gentilmente o novo, mas seja paciente pois meu tempo é preguiçoso e lidar é difícil. Sinto que já não estou tão longe, breve chego, não te vejo lá!

17 de dezembro de 2017, Carolina Santana.
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